tranquera véia

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Coloquei aquele poema na janela para tomar um ar

Enquanto eu me fantasiava para algum lugar

Era tarde

Era frio

O dedão da mão esquerda pintado de vermelho

Como um experimento

A pulseira verde na mãe direita

Como a espera da suspeita

Sai e esqueci o poema

Ele sumiu

Julguei ser o vento o ladrão

Em meio da discussão

Perguntaram-me porque afinal eu teria colocado o poema para tomar um ar?

Respondi que queria tirar-lhe o perfume

Pra ver se da próxima vez

Eu puderá ler algo diferente

daquelas palavras carente

Antes que me respondesse, eu fechei os ouvidos.

Para não lembrar da minha irresponsabilidade

Que já fora marcada por mancha de caju

Mas agora ele não tem mais cheiro

Nem palavras

Foi encontrado afogado no lago que tenho em casa



Sou uma assassina de poemas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

contas a pagar.