tranquera véia

segunda-feira, 9 de maio de 2011

estive evitando escrever porque a ninhada de letras nunca foi uma forma de me aquecer entre alguém, quanto mais escrevo mais abro minhas mãos para esses filhotes quentes que crio nos vãos dos meus dedos, com suas penas macias e coração pulsante.

eu andei cultivando pequenos peixes no meu cabelo, a forma mais fria para passar esses dois últimos anos, que nem senti de tão sem gosto e quase não aguentei de tão amargos.

eoi nesse tempo (espero esperançosamente fazendo ruídos com os dentes e beliscando o presente) que seja o fim. O fim dos maus tempos e da mascara que embaralhava as minhas pupilas (cheguei até a consultar um oftalmologista).

o motivo de ser o fim eu não sei. Creio apenas que as letras são minhas.

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