tranquera véia
terça-feira, 7 de maio de 2013
nos encontramos em um tipo de loja de autoatendimento em um dos shoppings da cidade. minha cidade natal. por mais que eu não lembrasse em nada como ela era. de repente estavamos todos em fila única, todos com seus corpos atléticos e dourados, só eu era tão miúda e meu tamanho diminuia a cada instante. até que uma risada famulosa começou, riam e apontavam seus dedos grotescos a mim. eu chorava e fazia o quarto virar em todos os sentidos segurando suas paredes. depois fui parar em uma pequena casa com grandes portas de vidro, que residia no quintal de uma casa grande e alta, em volta de árvores montanhosas. era noite e o tempo se mostrava sombrio, a casa não era minha mas eu estava sozinha lá. então ouvi um barulho, e pelas portas de vidro embaçado eu via o semblante de alguém encostado na entrada. assustei e pensei ser uma mulher ladra, foi quando abri a porta para afasta-la e na verdade era um garoto sentado no chão. ele tinha traços indianos e uma mecha loira no topete de seus cabelos lisos jogados para o lado esquerdo. sua imagem, então, foi virando fumaça e desaparecendo lentamente, se dissipando ao escuro sinistro. meu corpo arrepiava. acho que charles dickens deu a graça de escrever o roteiro do meu sonho.
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contas a pagar.