tranquera véia
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Texto empoeirado no rascunho
terça-feira, 7 de outubro de 2025
Olha la o passado
Olha la o passado ficando
Olha só eu aqui indo
Eu vou
Eu continuo
O passado fica
Eu nao fico
Eu me movimento
Eu flutuo e voo
Eu navego
Eu nado
Eu corro
As vezes eu ando
Mas eu sempre fluo
Nao ha motivos por nada e ninguem de ficar ou de retornar
Vc esta completamente louco em querer parar
Voce esta completamente embriagado em nao anciar pela luz no final do tunel
Ahhhhhhh eu quero estar a frente mais e mais
Eu sou viciada no proximo passo
No novo
Na aventura
Em nao fazer ideia do que está por vir
E na unica certeza de que nada será o que eu imagino
A frente eu sei que sou
E serei para a eternidade
sexta-feira, 20 de junho de 2025
No meu laço você flutua solto
E os beijos que eu nao te dei
Voam feito fantasmas na minha mente
Enquanto ando por ai
Onde será que você estacionou?
Gostaria de rever seus olhos azuis, como dois irmãos dos meus marrons
Que se misturam em um amor calmo, que descansa confortavel no meu peito
Mas que agora cansa no desconforto da minha mente
Talvez um dia, distraída
Quando eu não estiver prestando atenção
Voce retorne e num susto nos olharemos na face, reconhecendo o que vivemos & não vivemos
Talvez viveremos, talvez haja vista já foi vivido
Na lembrança de um desejo
sexta-feira, 16 de maio de 2025
De onde eu venho
Dos sonhos que tenho
Somos gigantes
E tão pequenos
Mansos e guerreiros
O amor é a fonte, é o que temos
E o coração amplia e sente o que cultivamos
Sorrisos, sem vicios e vozes de ternura aconchegam as minhas orelhas e meu coração
Eu sinto a corrente que construimos
De amor e união
O peito quente aquece todos os nossos cafés
E os sorrisos tilintam como garrafas de chás
E eu torço por encontrar o seus cabelos e sorrisos dourados
Eu sinto, eu rezo e espero
Ser o colo quente, o abraço fresco e o olhar sincero
Que encontra seus olhos de semi cerrado
terça-feira, 10 de setembro de 2024
Só não se esquece
E não importa como eu me visto
Nem como me chamo
Tampouco minha idade
E de onde venho
Não importa as coisas que tenho
E o dinheiro que carrego
No fim, quem eu realmente sou
É o que eu coloco na minha mente
(Eu sou quem eu acredito ser)
quinta-feira, 22 de agosto de 2024
sábado, 20 de agosto de 2022
terça-feira, 25 de janeiro de 2022
Por um tempo eu tive medo de escrever sobre os meus sentimentos, como se fosse minha responsabilidade como os outros o tratariam
Que bobagem, quanto tempo eu perdi por não entender o quão simples e bonito pode ser
Deixar estar
Quantas pessoas passaram pra me ensinar o que hoje eu sei?
O mundo foi bom comigo, apesar das minhas ingratidoes em não reconhecer naquela época as pessoas diamantes que cruzaram comigo
Que bom que tudo foi como foi
Que bom que tudo vem sendo como será
E por assim
Simples assim
Eu olho para o céu e como em uma oração, rezo para as estrelas, que há bilhões de ano-luz não existem mais
Mas aos meus olhos
Meus olhos tão esperançosos
Reconhecem e sabem
Que sempre estarão aqui.
domingo, 10 de outubro de 2021
Enfim, estávamos na festa. Ainda não, ainda era só eu. Ele ainda não havia chegado, e minha bateria estava quase no fim. Eu andava com alguns amigos sob o luar. Esqueci de mencionar, que a festa era uma daquelas universitárias, que acontece no próprio campus. E a noite, a névoa, os bosques e as cigarras nos faziam sentir uma onda perturbadora.
Estava frio e eu, ainda, sozinha. Os dentes gelados tilintavam feito cacos de vidros, o barulho me lembrava cascos de cerveja se debatendo dentro de um porta malas qualquer, entre um quebra mola e outro. Uma cara pálida, os olhos negros, a espera.
Eu caminhava em direção ao bar com alguns amigos e resolvi mostrar meu truque de festas universitárias. Ao chegar la noto que os garçons estão totalmente ocupados, usando mãos e pés para dar conta de pegar fichas e ao mesmo tempo entregar latas de cerveja trincando, que deixavam suas mãos já sem sensibilidade nenhuma. Me encostei no canto do bar como quem espera algo que não perdeu, então comecei a cobrar o garçom "hey, e as minhas cervejas?" "você me entregou quantas fichas?" "duas, poxa", E lá vinha o rapaz trazendo duas cervejas de graça para mim.
sábado, 14 de agosto de 2021
Mais uma sessão "selembra"
selembra? quando a gente era tudo amigo
e voávamos sem rumo, com as mãos dadas e suadas
pois nada atrapalhava
o perpendicular e sonoro: nós
hoje eu escuto musicas tristes e choro feliz
pois entendi um pequeno pedaço do meu cérebro
e esse pequeno pedaço já se faz suficiente no momento
ainda há todo o resto, é verdade
mas também há uma eternidade
um infinito próximo ao sonoro infinito universal
e enquanto mastigo meus lábios e vejo meus olhos
engulo firme
o meu proposito.
domingo, 25 de julho de 2021
quando estou longe de casa e me dou conta que as minhas decisões me levaram até ali - em um lugar que nunca estive antes e com pessoas que as circunstâncias trouxeram de encontro ao meu caminho - gosto de olhar para cima, e naquele momento, enquanto reconheço as estrelas que vejo no céu, lembro que é o mesmo céu que vejo do meu quintal e a distância não passa de uma palavra mal interpretada, que a minha consciência ainda limitada, custa a entender.
sábado, 24 de julho de 2021
com cada pessoa especial que já estive na vida, houve um momento de estalo. aquele perfeito momento que pensei: este é o momento. o momento que ficará eternizado em minha memória e como eu me lembrarei daquela pessoa para sempre, quando tudo em volta já não for mais o mesmo.
e uma sensação consciente me invade ao me dar conta que o que estou vivendo ali é um simples instante que passará, que já está passando e pronto, passou. mas que devido a esse estalo, tudo se perpetuará em minha memória para sempre, se tornando a lembrança de alguém. alguém, que por alguma circunstância da vida, um dia não estará mais aqui e passará a ser apenas uma parte importante da minha memória.
e durante esse estalo, eu a olho e penso: veja só, como somos ingênuos. estamos aqui, sem nos dar conta que o tempo, melindrosamente, está ocorrendo & correndo, roubando de mim e de ti, o que temos no agora.
nessas frações de segundos que o estalo ocorre, um desespero chega a me tomar conta e uma vontade súbita de interromper tudo para anunciar o que se passa, como se houvesse chance de fuga para nós. então eu me dou conta que não há e diante da minha incapacidade, me calo e me deleito sobre aquele momento. enquanto você, inocentemente, continua sendo você e segue fazendo o papel de ser você mesmo, sem perceber o que acabou de acontecer.
"selembra"
selembra daquela vez? daquele tempo... quando eu era bem mais jovem e você já era velho. hoje eu me pego pensando, que sou mais velha que você era naquela época. a idade sempre foi algo que fez parte do nosso contexto desde o nosso primeiro dialogo: " -quantos anos você tem?" "- e porque um número importa tanto?". tenho quase certeza que você parafraseou isso do pequeno príncipe.
mas voltando, selembra? quando nos encontrávamos à escondida do mundo, atrás da piscina da ufmt, quando os flamboyans floresciam um vermelho alaranjado da mesma cor das minhas unhas. e o beijo terno e carinhoso de uma virgem. se eu não me engano era agosto e ao contrário dos agostos dos meus últimos anos, aquele ventava úmido e agradável.
havia uma simplicidade de não se pensar em futuro e nem em quem éramos fora dali. a simplicidade do be here now. não havia celulares, nem cobranças. havia apenas um e-mail enviado e a expectativa de não ocorrer um desencontro. só a expectativa, sem desejar controlar o que aconteceria dali para frente.
naquele sábado de agosto choveu, lembro que corríamos e riamos pelo bosque da universidade, enquanto você tentava me proteger inutilmente da chuva, até chegarmos no shopping para nos secar com as roupas da riachuelo.
tenho uma memória fotográfica, de você sorrindo com seus dentes perfeitos, usando uma camiseta branca e cabelos molhados, como um garoto que estava brincando na chuva. e me lembro de naquele momento me sentir com a mesma sensação - que espantosamente - sinto agora, eu mais velha e você apenas um garoto.
quinta-feira, 22 de julho de 2021
sabonetes
o teu mal
cura o meu mal
e me transforma
e cada sufoco
que eu transformo em alívio
me alivia
te alivia
e cura o teu mal
e tudo fica bem, meu bem
sexta-feira, 26 de março de 2021
domingo, 19 de julho de 2020
sexta-feira, 1 de maio de 2020
A resposta?
No barulho do teu espirro
No sabor que vc tem medo
Na pinta do teu pé direito
Ta no gosto do teu dente
Ta no sangue da sua ferida
Ta no outro lado do mundo
Na tua rua
No gole quente da cerveja
Ta na esquina que dizem pra vc não cruzar
Ta no jeito que vc se envolve
E em tudo o que vc foge
